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CACTOS

por Muito Mais, em 28.03.09

 

      Cactos Mistura - JARDICENTRO LOJA ONLINE

Os cactos necessitam de sol e odeiam umidade. Conhecendo isso, já se sabe o mais importante sobre essas plantas de formas e tamanhos tão diferentes (variam de 2cm a 15cm de altura), pertencentes à família das Cactaceae, originária da América do Norte. O nome deriva do grego Káktos, que significa planta espinhuda - afinal, essa espécie é cheia de espinhos e pêlos em seus caules carnudos e cheios de água.
Apesar do habitat original desértico, os cactos vão bem em climas amenos, e deve ser plantado em solo árido, uma mistura de areia e terra, e em local com luz direta e pouca água.
Como algumas espécies menores podem não se adaptar ao solo para onde forem transplantadas, é melhor plantá-las no jardim mantendo-as dentro dos vasinhos em que estiverem, especialmente se forem cactos enxertados.
A montagem do jardim de cactos deve seguir o roteiro abaixo:
• preparação do local - escolher um canto com pequeno declive. Se não houver, pode-se amontoar algumas pedras ou formar montinhos de terra, para drenar bem a água. O solo ideal é obtido com a mistura de partes iguais de areia, terra local e adubo orgânico (humus de minhoca, torta de mamona ou esterco animal). Revolver bem o solo tratado, cobri-lo com plástico e deixá-lo curtir por trinta dias. Observar que a camada tratada tenha pelo menos 50cm de profundidade.

• plantio das mudas - a melhor época é entre o fim do outono e o início da primavera, quando as chuvas diminuem. Começar pelo fundo do jardim, plantando as mudas maiores, depois passar para as de porte médio e, finalmente, as menores. As covas defem ter o tamanho que abrigue as raízes.
• cuidados finais - colocar seixos rolados, pedriscos ou uma camada de areia ao redor das plantas - além de fazerem o acabamento, esses materiais protegem os caules. As regas, no primeiro mês, devem ser feitas duas vezes por semana; depois disso, só quando a ausência de chuva for longa.

Fonte: Revista Arquitetura & Construção - jun/97.

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Vasos de Bonsai

por Muito Mais, em 27.03.09

A palavra Bonsai, significa " árvore em vaso", pelo que a importância do vaso nesta arte, é (quase!) igual à da planta, assim sendo, não é qualquer vaso que serve para Bonsai.


Os vasos de Bonsai têm características estéticas e horticulturais (químicas e físicas) específicas.


Cultivar bonsai vai muito além da simples poda e educação dos ramos, é uma arte bastante completa, com várias variantes, uma delas é a cerâmica. Os vasos de cerâmica utilizados para o plantio do bonsai são, em muitos casos, uma obra de arte à parte, a escolha do vaso é fundamental para a boa apresentação e composição do seu bonsai, é preciso ter paciência, analisar a estrutura do vaso, a estrutura da planta, para só então escolher o vaso ideal, que vai sobressaltar, ainda mais, os detalhes do seu bonsai.

O ideal é que o vaso, ou bandeja, esteja em harmonia com a sua planta, lembrando sempre que, como toda arte, o bonsai deve sempre agradar o AUTOR da obra. Abaixo, listarei algumas “regras“, que devem ser pensadas antes de colocar o seu bonsai em um vaso.

  1. Veja a proporção do vaso e da árvore. Na maioria dos casos o vaso deve ter em torno de 2/3 da altura da árvore.
  2. Se a altura da árvore é menor que sua largura, a profundidade do vaso deve ter aproximadamente 2/3 da medida da base da planta. A largura do vaso nunca deve ser a mesma da planta, deve ser um pouco menor.
  3. A profundidade do vaso deve ser proporcional ao tronco da árvore, exceto em árvores no formato de cascata ou de múltiplos troncos.
  4. A lateral do vaso deve ser um pouco menor que a largura das ramificações primárias laterais.
  5. A forma do vaso deve estar relacionada ao estilo do bonsai. As árvores de tronco ereto ficam melhores em vasos retangulares. E devem ser plantadas optando por um lado do vaso e nunca no centro, exceto em vasos redondos.
  6. As árvores de troncos curvados ou de linhas curvas suaves, ficam melhores em vasos ovalados, redondos ou de quinas arredondadas. Devem ser plantadas no centro do vaso.
  7. Uma árvore com aspecto mais velho e de tronco aspero deve ser plantada em um vaso de aspecto similar, para manter a sensação da idade da planta.

Fonte: Livro - Técnicas de Bonsai - John Yoshio Naka

Existem alguns fornecedores de vasos espalhados pelo Brasil, você pode comprar vasos importados da China e do Japão também, mas o custo é bem alto. Mas por sorte, sempre existe um brasileiro fazendo trabalho de qualidade a um preço baixo, né? Arthur Dornelas é o nome do artista. Residente em Minas Gerais, Arthur fabrica vasos de extrema qualidade e beleza, como vocês podem ver nestas fotos abaixo (cliquem nas fotos, para ver os detalhes):

Estou organizando uma galeria, para colocar as fotos dos produtos dele (e possivelmente de outros), para que vocês encontrem as informações com maior facilidade, por hora espero que tenham gostado desses vasos (bandejas) que mostrei acima. Para entrar em contato com o Arthur, e adquirir lindos vasos para valorizar ainda mais o seu bonsai, basta acessar o site http://www.ceramicapottery.com.br, e escolher o que você mais gosta. Espero que essa dica seja de extrema valia para vocês.

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Muda de vaso ou transplante de vaso

por Muito Mais, em 27.03.09

Neste artigo vou descrever como é que devemos proceder a a muda (ou transplante) de um bonsai, apesar de ser um procedimento fácil, normalmente cria muitas duvidas e receios. Vou ver se consigo explicar tudo sem provocar mais duvidas :)

Material necessário:

  • O bonsai a mudar;)
  • Composto adequado para Bonsai.
  • Um vaso
  • Tesoura de poda ou mesmo uma serra no caso as raízes grossas
  • Tesouras Standard
  • Hormonas de enraizamento
  • Arames
  • Grelhas para colocar no furo de drenagem
  • Gancho para as raízes (Já existem a venda para o efeito)
  • espátula ou faca larga
  • Pauzinhos chineses ou outro para ajudar a inserção do composto
  • Pedaços de mangueira cortada para proteger as raízes
  • Alicate de corte para arame
  • Alicate de pontas
  • Pasta cicatrizante

Preparar antes de começar a fazer o transplante

  • Composto em quantidade suficientes para o transplante
  • Lavar o Vaso
  • Preparar as grelhas para os furos de drenagem
  • Preparar os arames de suporte das grelhas
  • Desinfectar as ferramentas de corte.
  • quanto mais rápido for o processo melhor.
ferramentas para a execução da muda de vasocomposto necessario para a execução da muda de vaso

Qual a melhor altura ?

Bem a altura para fazer o transplante é... quando a arvore começa a despertar, no fim do Inverno ou inicio de Primavera. Normalmente olho para os rebentos e quanto vejo que estão a aumentar de volume, é quando inicio os transplantes.
Quanto ao tempo, sim sim o tempo, o melhor tempo é quando o céu esta muitas nuvens com uma humidade relativa muito elevada, Claro que nem sempre isso acontece, mas normalmente nesta altura do ano não é difícil termos um dia assim.

Nota: Vou colocar dois transplantes, um Ulmus Parvifolia de pequeno porte (Aproximadamente 25 cm e uma romãzeira com um 60 a 70cm, logo grande porte), já que tinha as fotos da para ter uma ideia de dois casos iguais no método mas diferentes :)

 

Ulmus parvifolia agarado a pedra para a muda de vasoromazeira para a muda de vaso

Método

Para começar, a arvore deve estar com o composto mais para o seco do que húmido, pois desta forma é mais fácil de remover o composto das raízes
Com a ajuda de um alicate de corte de arame, cortamos (se existentes) os arames que ainda existem (de suporte ao vaso). Logo de seguida remove-se os arames e com a ajuda de um espátula, ou faca larga começamos a deformar a arvore como se de um bolo se trata-se, se a terra estiver seca ajuda pois desta forma reduz o tamanho no vaso.

 

Remoção do vaso no ulmusremoção da caixa de madeira na romazeira
analise das raizes do ulmus parvifoliaanalise das raizes da romazeira

Com algum cuidado removemos o bolo de raízes do vaso. Nesta altura podemos ver como estão as raízes.
Nesta altura já podemos humidificar as raízes pois devem estar secas e com o contacto com o ar sem o vaso elas podem secar com maior facilidade. É neste ponto que iniciamos a remoção do composto antigo com o gancho para o efeito

remoção do composto das raizes do ulmusremoção do composto das raizes da romazeira
corte das raízes do ulmus parvifoliaRaizes da romazeira sem composto ou terra

No caso de termos muitas raízes a fazer um novelo com a forma do vaso, é mais fácil estirar esse novelo e cortar logo essas raízes, pois não podemos esquecer que as raízes que são importante são as mais finas pois são essas que absorvem os nutrientes. Resumindo essa raízes não interessam.

logo após o corte do novelo de raízes começamos a remover o composto com o gancho e penteamos as raízes de forma a retiras o composto antigo.
Agora a pergunta do costume, devo retirar todo o composto antigo?
Bem, podem podemos mas eu costumo deixar uns 10 a 15% no centro do bolo de raízes, só porque as raízes no centro não necessitam de ser podadas e desta forma a arvore demora menos tempo a reiniciar a criação de raízes, pois tem composto que já esta estabilizado (este ponto ainda é mais importante nos pinheiros e juniperos)

Outra pergunta que costumam fazer: quanto devo cortar e como?
bem, depende das espécies no caso dos aceres corto sem problemas 2/3 das raízes. Nos tridentes até mais pois este recuperam muito bem. Quanto a como cortar ? Devemos podar as raízes com podamos os ramos isto é a massa raticular deve estar proporcional ao volume dos ramos, como se a sombra dos ramos definisse a área das raízes.

 

Também corto todas as raízes que de elevada espessura, para que estas desenvolvem novas raízes mais finas. Como e lógico devemos sempre borrifar com agua as raízes que estejam a fica secas pois este processo pode demorar algum tempo.
Por fim pego num pincel e pulverizo com hormonas de enraizamento as zonas onde as raízes eram de maior diâmetro.

analise das raizes do ulmuscolocação de pó de hormonas nas raizes do ulmus

É neste momento que preparo o vaso com o composto (claro que já coloquei as redes nos orifícios e os arames para a fixação do bonsai ao vaso, muito importante no inicio)

preparação do vaso para o ulmus parvifolia - rede para os furos de drenagempreparação do vaso para o ulmus parvifolia - arame para segurar as redes de drenagem
preparação do vaso para o ulmus parvifolia - colocação dos arames na rede e no vasopreparação do vaso para o ulmus parvifolia - colocação de arames para fixar o bonsai ao vaso
preparação do vaso para o ulmus parvifolia - rede de drenagem e arame de fixação do bonsai ao vaso concluidopreparação do vaso para o ulmus parvifolia - colocação do composto

Pego no vaso e coloco uma pequena camada de composto e faço um pequeno montinho na zona que vai ficar o centro das raízes.
Coloco o bonsai por cima do monte de forma a ter a certeza que não ficara zonas sem composto por baixo do nebari.. Depois pego nos arames e com um alicate de pontas e fixo o bonsai ao vaso, utilizo os bocados de mangueira para não ferir as raízes, esta operação é muito importante pois não podemos esquecer que enquanto as novas raízes não se desenvolverem o bonsai esta sempre em risco de sair do vaso, como por exemplo um rajada de vento mais forte. Claro que no caso dos bonsai mais pequenos este problema é menor no entanto não se pode facilitar. Normalmente passado 2/3 meses já não é necessário estes arames, em arvores que ainda não estão formadas utilizo essa pontas para esticar ramos (logicamente em arvores já formadas removo pura e simplesmente os arames).

colocação do bonsai no vaso vista frontalvaso para a romazeira com os arames de fixação
colocação do bonsai no vaso vista de trasfixação do bonsai com os arames de fixação ao vaso

Neste ponto temos a arvore já pronta para finalizar o processo de transplante, com um pauzinho chinês, ou como no meu caso um pauzinho de plástico ;) espetamos o composto para infiltrar o composto novo entre as raízes e repetimos este processo (composto novo, espetar, acamar o composto) até que todos os espaços de ar que possam existir no vaso sejam removidos. Esta operação pode demorar muito tempo, depende do tamanho do vaso.

colocação da terra ou composto no ulmuscolocação da terra ou composto na romazeira
infiltração do composto nas raizes do bonsai de ulmusinfiltração do composto nas raizes do bonsai de romazeira

O transplante esta acabado, neste momento é só regar abundantemente mas com algum cuidado, pois a terra e nova e solta. No meu caso costumo colocar bocados de musgo nas zonas onde os cortes foram mais drásticos de forma a reter um pouco mais de humidade e ajudar o arranque das raízes, seguro o musgo com um arame em U que espeto no musgo. Este processo também faz com que o musgo comece a fixar a terra no topo.

 

fim do processo da muda de vaso de bonsai de ulmus parvifoliafim do processo da muda de vaso de bonsai de romazeira

Fotos do trabalho acabado espero que gostem.

IMG_5097.JPGIMG_4983.JPG

Nota: no caso de arvores já formadas onde já não há raízes grossas a cortar e o bonsai ja esta completamente formado, corto o novelo de raízes como acima descrevi e corto uns gomos entre as raízes mais grossas em V, e depois só encho os V e 1 a 2 cm a todo o perímetro. Este processo só é aplicado em árvores que já estão prontas, estruturadas e que já só vamos controlar as folhas.

corte de raizes em gomos num acer palmatum adultoFim do processo de muda de vaso em bonsai Acer Palmatum

Bom trabalho...

 

Retirado do Site: http://www.bonsai.aveiro.co.pt/

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Adubos Feitos Em Casa para Bonsai

por Muito Mais, em 27.03.09
Composto Simples 1

20% de farinha de osso e 80% de torta de mamona


Composto Simples 2
MATERIAL
  • Torta de mamona
  • Farinha de osso

É preparado com partes iguais - 1 de torta e 1 de Farinha osso


USO

2 colheres de chá para vaso pequeno ( 6x9 cm )


3 colheres de chá para vaso grande ( 20x30 cm )


Calda de estêrco de vaca

Necessariamente um estêrco bem curtido. Deixar uma semana fermentando em uma lata ou tambor com água, sendo de 1/3 até metade do recepiente com estêrco.



Adubos Liquidos


FERTILIZANTES Liquido
MATERIAL
-Fórmula 1 - Árvores Frutíferas
  • Base - 1 litro de água
  • 10% de torta de soja ou de mamona ou de grãos de colza. Prefiro a colza
  • 15% de farinha de osso
  • 05% de cinza de madeira ( se a árvore é de PH alcalino ) Substitua a cinza por enxôfre em pó, flor de enxôfre, se a árvore é de PH ácido.
  • 5 grs de pó de folha de tabaco ou, o conteúdo de tabaco de 5 cigarros.
-Fórmula 2 - Demais Árvores
  • Base - 1 litro de água
  • 10% de torta de soja ou de mamona ou de grãos de colza. Prefiro a colza
  • 05% de farinha de osso
  • 05% de cinza de madeira ( se a árvore é de PH alcalino ) Substitua a cinza por enxôfre em pó, flor de enxôfre, se a árvore é de PH ácido.
  • 5 grs de pó de folha de tabaco ou, o conteúdo de tabaco de 5 cigarros.
PREPARAÇÃO

Deixe fermentar por um mês, recolha o líquido e jogue fora a parte sólida. Ao usar, faça uma solução de 1 parte do preparado para 10 partes de água, ou seja, uma solução de 10%. Regue apenas o solo do Bonsai.

 

Retirado do Site: http://www.bonsai.aveiro.co.pt/

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Hortelã

por Muito Mais, em 10.03.09


  • Nome Científico: Mentha sp
  • Nome Popular: Hortelã, hortelã-pimenta, menta, hortelã-comum, hortelã-de-cheiro, hortelã-rasteira
  • Família: Lamiaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: América do Norte, Austrália e Ásia
  • Ciclo de Vida: Perene

Chamamos de hortelã, as espécies do gênero Mentha e seus híbridos sendo que as mais cultivadas são a Mentha arvensis e a híbrida Mentha x piperita. A hortelã é uma erva mundialmente conhecida e largamente utilizada na indústria farmacêutica, cosmética e de alimentos, seja como planta medicinal ou como aromatizante. As folhas são oval-lanceoladas e serrilhadas, de cor verde a arroxeada, um tanto pilosas e têm um forte aroma refrescante. De seu óleo essencial se extrai o mentol. As flores são numerosas e roxas e se apresentam em inflorescências terminais do tipo espiga.

É indispensável na Culinária Árabe, temperando diversos pratos, como esfirras, quibe e tabule. A aplicação da hortelã na culinária contemporânea também aumenta a cada dia em combinações inusitadas e saborosas, como sorvetes, sucos, drinques e doces. As hortas domésticas merecem esta valiosa plantinha, que tem diversas utilizações, seja na medicina popular, seja na cozinha. É contra-indicada para crianças pequenas e mulheres grávidas e lactantes.

Seu cultivo é fácil, pois ela é muito rústica. O solo deve ser fértil e enriquecido com matéria orgânica para uma boa produção. As regas devem ser regulares, deixando o solo permanentemente úmido, porém sem encharcamento. Tolera geadas. Multiplica-se facilmente por rizomas, sementes e divisão da planta.

Medicinal
  • Indicações: Alterações gastro-intestinais, mau-hálito, verminoses, problemas respiratórios.
  • Propriedades: Analgésica, expectorante, anti-helmíntica, descongestionante, anti-séptico, antiinflamatória, anti-espasmódica.
  • Partes usadas: Folhas.
Fonte: jardineiro.net

 

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Jardim Japonês

por Muito Mais, em 07.03.09

Um convite à contemplação, o jardim japonês transmite paz e espiritualidade. Os aspectos visuais como a textura e as cores, em um jardim oriental são menos importantes do que os elementos filosóficos, religiosos e simbólicos. Estes elementos incluem a água, as pedras, as plantas e os acessórios de jardim.

 

A Arte do paisagismo no Japão é antiga e provavelmente originou-se da China e da Coréia muito antes do século VI. Para a cultura japonesa, o paisagismo é uma das mais elevadas formas de arte, pois, consegue expressar a essência da natureza em um limitado espaço de forma harmoniosa com a paisagem local.

Os modelos dos primeiros jardins vieram da China e representaram o prazer e divertimento dos aristocratas. Os do Período Heian (794-1185) sempre tinham um lago com uma ilha e eram construídos para contemplar a Natureza através das mutações das estações do ano. A partir disso, os jardins começam a desenvolver características próprias, dando destaque para os arranjos de pedras.

 


Alguns elementos são fundamentais no jardim japonês, entre eles podemos citar:

  • O Sakura ou cerejeira ornamental, que é conhecido como a flor da Felicidade e assume um lugar importante na cultura japonesa. Nos meses de Março a Abril o povo festeja o Hanami para comemorar a floração da árvore com muitas festividades.
  • O Momiji-Gari ou Acer Vermelho, que revela um aspecto melancólico e reflexivo da personalidade japonesa.
  • As lanternas de pedra que induzem à concentração, ajudando a clarear a mente, adicionando o místico, a tradição e a espiritualidade. Os pontos de luz devem ser estrategicamente distribuídos para não ofuscarem a visão.
  • O lago e as carpas:: água é vida, daí a importâcia do lago. Nele, vivem as carpas, símbolo de fertilidade e prosperidade. A variedade Nishiki-koi, valiosa, exige água cristalina. Para tanto, podem ser instalados uma bomba e um filtro biológico (do tipo carvão ativado), garantindo a circulação da água.
  •  
  • Taiko Bashi ou ponte: Uma ponte ou um caminho dentro de um jardim, representa uma evolução para um nível superior em termos de amadurecimento, engrandecimento e auto-conhecimento, enquanto a flexibilidade do bambu, conduz a capacidade de adaptação e mudança.
  • As pedras das cascatas: o centro do jardim. A pedra colocada na posição vertical representa a figura do pai, e a da horizontal, a mãe, dela, brota a água. As outras pedras, simbolizando os descendentes, são distribuídas em torno do lago e entremeadas pela vegetação.
  • O bambu e os adornos: os galhos do bambu são amarrados, direcionando o crescimento para que a planta se curve para o lago, como em reverência. O sino de vento e os macacos de cerâmica, fixados na planta, trazem o som da natureza e a felicidade.

Sugestões de Plantas:

  • Tuias
  • Ciprestes
  • Azaléias
  • Ácer-vermelho
  • Bambú
  • Bambú-negro
  • Olmo
  • Ligustro
  • Nandina
  • Bambuzinho-de-jardim
  • Roseira
  • Pinheiros
  • Rododendro
  • Junípero
  • Buxinho
  • Cerejeira-ornamental

Fonte: jardineiro.net

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Jardim Botânico do Funchal

por Muito Mais, em 07.03.09

Desde o século XVII que a Ilha da Madeira ansiava por um jardim botânico, sonho que se tornou realidade em 1960. Situado a cerca de 3 km do centro do Funchal, na Quinta do Bom Sucesso, que pertencia à família Reid’s, reúne condições que lhe permitem ter uma vegetação exuberante.

Por todo o jardim são observáveis formas harmoniosas e cores contrastantes, onde podem ser vistas mais de 2000 plantas. O jardim Botânico pertence ao Governo e, para além de ser um belo espaço de lazer, é também um Centro de Ciência e Cultura.

Por todo o jardim podem-se ver plantas com as respectivas identificações, nas quais se descrevem os nomes científico e comum e a origem, plantas estas que se dividem em cinco áreas principais:
- Indígenas e Endémicas: este é o local ideal para se observarem plantas exclusivas da Ilha da Madeira e de outras ilhas do Atlântico tais como os Açores, as Canárias e Cabo Verde. Neste jardim estão representadas cerca de 100 espécies indígenas, que vão desde as que crescem nas encostas mais expostas da ilha até à típica vegetação e até às árvores que se desenvolvem na floresta natural da Madeira – a Laurissilva.
- Arboreto: aqui encontra plantas de zonas do Globo ecologicamente opostas, tais como plantas os Himalaias e dos tópicos.
- Suculentas: é a capacidade de armazenar água que distingue estas plantas originárias, na sua grande maioria, da América do Sul.
- Tropicais/Cultivares/Aromáticas/Medicinais: nesta área encontram-se diversas árvores de frutas tropicais e subtropicais, tais como o Mango, a Papaia, o Abacate, o Café, a Cana de Açúcar e ainda plantas usadas para cozinhar ou para a medicina popular madeirense.
- Loiro Parque: o Loiro Parque reúne algumas das aves mais exóticas e mais raras. As Catatuas e os Loricos das ilhas tropicais Asiáticas, os Periquitos Australianos, os Papagaios Anões, entre muitos outros, são algumas das espécies de pássaros que pode encontrar neste Parque.

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Lótus

por Muito Mais, em 05.03.09

 

 

  • Nome Científico: Nelumbo nucifera
  • Sinonímia: Nelumbium nuciferum, Nelumbium speciosum, Nelumbo caspica, Nymphaea nelumbo
  • Nome Popular: Lótus, Flor-de-lótus, lótus-sagrado, lótus-da-índia
  • Família: Nymphaeaceae
  • Divisão: Angiospermae
  • Origem: Ásia e Oceania
  • Ciclo de Vida: Perene

O lótus é uma planta aquática repleta de significados religiosos e míticos. No budismo, devido ao seu ciclo de vida, simboliza a vida eterna e a renovação. Suas folhas são grandes, arrendodadas e levemente onduladas em direção as bordas. O pecíolo é longo, espinhento e eleva as folhas acima da superfície da água. As flores, formadas no verão, são muito belas, e podem ser brancas ou róseas. Produz frutos com sementes comestíveis. O lótus prefere cursos de água lentos ou lagoas de água doce, vivendo a pouca profundidade. Se enraiza no fundo lodoso por um rizoma vigoroso. Sua folhagem e flores desaparece no inverno.

 

Pode ser cultivada em lagos, tanques e espelhos de água, sempre a pleno sol. Se a água contiver peixes, evite adubações pesadas, fazendo apenas uma fertilização leve caso seja muito necessário. Aprecia o frio leve, florescendo mais em climas amenos. Multiplica-se pela divisão da planta e por sementes.

Medicinal
  • Indicações: Afecções respiratórias, estomacais, intestinais e uterinas, alívio da menopausa.
  • Propriedades: Antidiarréica, antiinflamatória, antitussígena, emoliente catarral.
  • Partes usadas: Toda planta e raízes.

Retirado do Site: http://queluz.org/semear/

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